quarta-feira, 11 de março de 2009

D. Pedro e D. Inês de Castro


O episódio de Inês de Castro tornou-se num dos casos mais conhecidos no mundo e numa das histórias de amor mais celebradas.
D. Inês de Castro era uma fidalga galega, que fazia parte da comitiva da infanta D. Constança de Castela, quando esta se deslocou a Portugal para casar com o príncipe D. Pedro.
A beleza singular de D. Inês despertou desde logo a atenção do príncipe, que veio a apaixonar-se profundamente por ela e a tornar-se seu amante. Esta ligação amorosa provocou um escândalo na Corte portuguesa e o rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro, interveio expulsando D. Inês para Espanha.
D. Constança morre de parto em 1345 e D. Pedro manda que D. Inês regresse a Portugal e instala-a na sua própria casa, onde passam a viver uma vida de marido e mulher, da qual nascem quatro filhos.
D. Afonso IV e os seus conselheiros apercebem-se que a ligação do futuro monarca com D. Inês poderá trazer graves consequências para a coroa portuguesa pela forte influência castelhana. Por isso, ouvindo o Conselho, D. Afonso IV condena D. Inês à morte.
Quando D. Inês teve conhecimento da decisão do rei, implorou-lhe misericórdia, apresentando como argumento os seus quatro filhos, netos do monarca.
O rei apiedou-se de D. Inês, mas o interesse do Estado foi mais forte e D. Inês foi assassinada em 1355. Só depois do assassinato é que D. Pedro soube do sucedido, jurando vingança aos homens que mataram a sua amada.

FONTE: www.escolavirtual.pt

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Praia das lágrimas

Jovens, aqui vai mais um desafio.

Presta atenção à música interpretada por Rui Veloso e refere as preocupações do sujeito poético. O poema, a letra da música, é de Carlos Tê.

A Acta

O encontro dos deuses (consílio), que nos é relatado, é semelhante a uma reunião onde os participantes debatem sobre um assunto e no fim tomam uma decisão.
O resumo da reunião e as decisões que foram tomadas ficam registadas num documento designado por acta.
Numa acta devem constar os seguintes elementos:
* indicação do dia, mês, ano, hora e local onde se realiza a reunião;
* indicação de quem a presidiu (o Presidente), bem como todos os presentes e ausentes;
* indicação da Ordem de Trabalhos (os pontos que vão ser alvo de discussão);
* a fórmula de encerramento "Nada mais havendo a tratar, deu-se por encerrada a reunião, da qual se lavrou a presente acta que, depois de lida e aprovada, vai ser assinada pelo Presidente e por mim que a secretariei."
* a assinatura do Presidente e do Secretário.

Numa acta há determinadas regras que têm de ser obrigatoriamente cumpridas:
* Os números têm de ser escritos por extenso.
* Os espaços em branco têm de ser trancados.
* Não se usam abreviaturas nem siglas.
* Os erros têm de ser corrigidos directamente, por exemplo, "..., digo, ..." - não é permitido o uso de corrector ou borracha.
* No caso de esquecimento de algum aspecto, antes das assinaturas, deve escrever-se "Em tempo..." seguido do assunto omitido.
* As actas normalmente escrevem-se em livro próprio para esse fim.
* A acta é lida, aprovada ou não, e assinada na reunião seguinte àquela a que diz respeito.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A convocatória

A CONVOCATÓRIA é um documento que anuncia a data de uma assembleia ou reunião, a hora, o local e a ordem de trabalhos aos seus membros constituintes.

Na estância 20 do Canto I, o narrador diz-nos que os deuses foram convocados para se reunirem em consílio no Olimpo, a fim de decidirem sobre o destino dos Portugueses.
Vais tu imitar Mercúrio, redigindo a convocatória do Consílio dos Deuses.

Antes de iniciares a redacção da convocatória, pergunta e responde:
1. Que reunião?
2. Onde tem lugar?
3. Quem convoca?
4. Qual a ordem de trabalhos?
5. Quem é convocado?
6. Data da convocatória?
7. Para quando a realização da reunião?

Eis um exemplo:

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Para descontrair...

Aqui vai o "nosso" Rui Veloso com uma das músicas do álbum Auto da Pimenta. Sem dúvida, um tributo à aventura dos Descobrimentos portugueses.

Invocação: recursos estilísticos

A apóstrofe consiste na interpelação ou invocação de alguém ou de alguma coisa personificada, por meio de um vocativo.
O vocativo pode estar presente numa frase quando se pretende chamar ou invocar alguém, utilizando-se para isso um nome ou expressão equivalente. O vocativo na frase é móvel, pois pode surgir no princípio, no meio ou no fim, mas está destacado por vírgulas.

A anáfora é uma figura de estilo que consiste em repetir a mesma palavra ou expressão no princípio de várias frases.
Serão capazes de identificar a anáfora na invocação?

Invocação (canto I, estrofes 4 a 5)


4 E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mi um novo engenho ardente
Se sempre, em verso humilde, celebrado
Foi de mi vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado
Um estilo grandíloco e corrente,
Por que de vossas águas Febo ordene
Que não tenham enveja às de Hipocrene.

5 Dai-me hua fúria grande e sonorosa,
E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda.
Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;
Que se espalhe e se cante no Universo
Se tão sublime preço cabe em verso.